sexta-feira, 27 de março de 2009

"MEU NICHO"

Aqui meu nicho,não vou embora.
Aqui é o nicho do bicho!
Não vou embora,vou passear por aqui.
Sou bicho do lixo!
Meu nicho não fiz,sou seu fruto.
Aqui sou bicho,naturalmente não natural.
Vou brindar por aqui,com resto dos sucos
que divido com meus amigos insetos.
Vou ficar por aqui,não quero sair do país!
Meu lixo é aqui,sou parte dele.
Aqui no meu nicho sou bicho feliz,
fartura por aqui!
Os rios me tem,nos mares me encontro
aqui sou lixo abundante,
estou na cabeça de governante!
E a formiga distraída não percebe
que passeia por ali com toda sua sutileza o elefante!
E daí? Que tem a ver estes dois com com isto?
Não fazem parte do meu nicho!
O meu lixo é aqui !
Não vou sair do país!
Sidney Caetano Filho.

domingo, 22 de março de 2009

Gosto.

[Quem perdeu o trem da história por querer,
foi mais um covarde a se esconder diante de um novo mundo]
" Beto Guedes"

sábado, 21 de março de 2009

FALANDO....}

Assim como eu,todos querem falar!
Não tenho pretensão de fazer poesias!
só quero falar o que penso!
Nem tão pouco de ser ouvido, só ter a certeza que tentei lhes falar,
e pensar no que falo. Se numa multidão
alguem me escutar,ainda que não tenha me ouvido,
terei evoluído??
Ninguém quer falar em vão!
Confesso,por puro egoismo agora quero ouvir!
Se numa multidão de pessoas falando,conseguir ouvir uma só,
quem sabe, não estarei me ouvindo.
Sidney caetano filho

quarta-feira, 18 de março de 2009

“LIBERDADE DE EXPRESSÃO!”

Em cálcio crânio claustro construído,encéfalo detido,
neurônios mortos, outros tantos tortos,vãos de vazios.
Aneurisma escolhido,paisagem morta!
Rios de sangue,onde nadam seres melhores,
bactérias anaeróbicas,assexuadas.
Musgos, verde musgo.
Cinza massa em cinzas.
Cinzas ao vento
Cinzas libertas.
Ideias mortas!
Sidney Caetano Filho.

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Alquimistas do amor"

Acho que entrou pelos poros sedentos,áridos,ou num olhar.
Segurança distraída,não notou o que o invadia,atingiu os vasos,
e de repente veias e artérias estavam a leva lo rumo a um coração duro,
tão somente uma bomba a pulsar,
sempre a explodir com as mais diversas fórmulas vindas do andar de cima,
onde seu dono um alquimista,ao cruzar com um olhar,
pois a misturar em seu laboratório,
substancias das quais muitas ninguém conhece.
O olhar que com ele cruzou,sentiu logo esta química,
e começou também uma desenfreada mistura,
alucinógenos como éter,eloquentes como clorofórmio,
doce como alfazema,no cheirinho dos adolescentes.
Lenços encharcados narinas secas,
lenços secos narinas molhadas.
No laboratório o frasco de um produto puro,
é tão simplesmente diluente para que se faça a mais desejada fórmula,
onde adrenalina misturada a hormônios juvenis e outros,paixão ,desejo,
ciume e tesão,a ele se dilua, dando a toda esta mistura o seu nome em vão!
Olhos nos olhos,o tempo passou,rotina,trabalho,
os alquimistas não procuraram manter a fórmula,agora acabou.
Como rápido vai embora o efeito desta droga juvenil,deixando marcas
e o inocente sentimento,de bons tempos,paz e amor.
Os alquimistas não sabem,como não sabem os adolescentes
o dano que a tão desejada química lhes causou .
Discutem o acontecido, falam do bem querer,
das preocupações que ambos tem e terão,um com o outro.
Toda química passou,serão “só” amigos,um diz para o outro,o amor acabou!
De toda esta mistura,sobrou somente o produto diluente,que na abstinência
de toda esta química,os ex “amantes” alquimistas sequer notaram ou notarão,
que este bem querer,este carinho,é o diluente que não evaporou;
Este produto chamado amor!
Lenços molhados narinas ressecadas,olhos secos retinas danificadas!
Sidney Caetano Filho
,

segunda-feira, 9 de março de 2009

"Olhares libidinosos"

Algo agarrado na garganta, olhos bem abertos,
segurando o que sabia ser inevitável!
Na cama umas poucas peças para ser cuidadosamente postas na mala.
Sai de cena,fui parar na sala,recordando tanto em tão pouco tempo.
Já no aeroporto,emoção total, tentei falar,olhei nos seus olhos e achei ver o meus.
Tudo em volta nos era totalmente alheio ate então, olhei suas mãos tão calejadas quanto
as minhas, quatro mãos se arranhando em carinhos.
Que passaram para o rosto,um a tentar inutilmente a enxugar no outro lágrimas que caiam de dois homens. Olhares libidinosos a nos observar, nosso tempo se tornava cada vez menor,
e não sabíamos dizer mais nada senão,te amo, eu também,te amo,eu também.
Ultima chamada!
Achei melhor ir embora,um abraço muito forte,
beijos na face,na testa,não me lembro quantos.
Ele me entregou uma fotografia,me virei e sai apressado.
No caminho de casa,olhei a fotografia,era muito velha,
crianças brincavam num quintal do interior,
nos reconheci junto aos outros!
No verso deixou escrito.
Cuide bem de nossos valores,
cuide de nossos bens,cuide bem de nossos amores!
A foto que levo comigo são de nossos velhos pais. Cuide deles também!
São eles os responsáveis,por tanto amor nesta família que temos!.
Sidney Caetano Filho.

quinta-feira, 5 de março de 2009

ERMO " sou"!

Ermo;
Atirando assim,com palavras sem nexo.
Sou misto ,'”mestiço”, sou branco e preto,sou arco iris invisível .
Promíscuo virgem.
Sou cão que ladra,sou homem que morde.
Sou o passado recente de uma borboleta,sou seu futuro,não sou seu presente!
Pioneiro de um projeto ultrapassado,sou ”Visionário vesgo”!
Da garrafa de rótulo desbotado, sou o líquido.
Alguns dizem ser muito valioso,mas nunca provado
permaneço contido.
Um desastrado que deveria ser chamado de” meu amo”,talvez me liberte sem querer.
Quebrando o ate então meu contidente.
E como também não sou o gênio da garrafa,
lhe deixarei de presente, os cacos que me continha e o vinagre que me transformei.
Sou busca, “Seu encontro acidental”.
Sidney Caetano Filho.