sábado, 27 de junho de 2009

"Pássaro,cães, Liberdade"

Vira latas na calçada,
se viram, e viram latas quase sempre em vão.
Vôo perfeito, pássaro indiferente ao patê de Madame no asfalto.
Carne , couro,vísceras e coleira fina, frivolidade.
Pneus que levam pedaços em seus frisos.
Pássaro perfeito ignora presa fácil,já presa na estrada.
Vira latas não se viram em tal situação,
se furtam nunca se fartam , vivem liberdade plena
e morrem em lugar seguro ao pássaro,
que paciente espera o tempo em seu tempero.
E o pássaro em seu sentir, delicioso aroma espera avisar.
Hora da refeição.
Bom apetite urubus.
Sidney Caetano Filho.

domingo, 21 de junho de 2009

Em extinção! Ou extinta?

Pulei o muro da escola na aula de Português
é que não queria fazer prova da chatíssima O.S.P.B
[ Organização Social e Politica Brasileira]
Mas voltei e chequei a tempo de aprender um pouco da extinta
matéria E . M. C [Educação Moral e Cívica]
Desperdício.
Sidney Caetano Filho

sábado, 20 de junho de 2009

Silêncio em elevado volume




É tão grande o silencio, que ouço o som de meus pensamentos.
Tantas perguntas sem respostas, tantas respostas pra uma mesma pergunta.
Pensamentos gritantes, é infernal o barulho que fazem.
Procuro em desespero algo que possa abafar todos eles,
mas esta tudo parado, nada se move.
Ando de um lugar para outro,
já não da pra suporta tamanha dor.
Fones nos meus ouvidos e encontro assim,
a paz silenciosa do meu interior, no mais alto barulho Rock.
Sidney Caetano Filho.

terça-feira, 16 de junho de 2009

In SIGNO Ficante!

Não tenho signos ,nem os quero
Os astros não me dizem nada,
o sol me queima pra que não me esqueça
que é uma estrela , e a lua não tem luz própria!
A terra me diria palavrões com toda sua indignação.
Eles não falam nada, e se falassem,
eu teria que viver milênios
pra ouvir o que de muitos anos luz de distancia,
“Saturno” me diria na velocidade do som .
Sidney Caetano Filho

domingo, 14 de junho de 2009

Música certa ,“sexta feira a noite em Vitória.”



Cara que frio,não bastasse ainda uma chuva que me parecia eterna.
Ligo o rádio e ...
Lobão!
Chove la fora e aqui faz tanto frio.
Me da vontade de saber, aonde esta você?
Me telefona , me chama, me chama, me ch amaaaaaaaaaaa.
Nem sempre se vê, lágrimas no escuro, lágrimas no escuro.
Cade você?
Sidney Caetano Filho

quinta-feira, 11 de junho de 2009

“Abstrato”

Em quadrados, triângulos obedientes se fecham em círculos,
formando estrelas que adornam peito de generais no pentágono.
Não me nasceram sisos, e o juízo perdi cariado na boca da noite.
Então dou pinceladas de ausência de cor sobre todas as cores,
e me vejo num retrato em preto e branco.
Arte de gosto duvidoso.
Sidney Caetano Filho

sábado, 6 de junho de 2009

Mudando o rótulo, mudaria o sabor do suco?

E o suco que antes era doce e energético
agora é amargo e venenoso.
E trocando o título mudaria o texto?
O texto que era de sonhos e liberdade,
no trocar de título passa ser de pesadelos
e delírios de prisão .
Quantas possibilidades de interpretação
pode ter um texto?
Assim sendo, troco o título e mantenho o texto.
Eis ai o texto e seu novo título.
Não sei como se escreve, mas acho que é assim que os ouço dizer
“CRAQUE”
Pedra filosofal, pó da estrada ,fumaça de viagens insólitas
que não se quer deixar evaporar.
Viagens pra nenhum lugar, fumaça a te levar
Pedra de filosofias fúteis,pedra moeda,
pedra barata,pedra em fogo.
Um “barato” muito caro
Filosofia gratuita,sem dono!
Moeda de esquinas!
“Pedra preciosa”!
Preço de jóias
de roubos
e meninas.
Sidney Caetano Filho