domingo, 12 de setembro de 2010

REZAR OU VOTAR


Rezar pra que?
O cara entra na igreja como sempre
Lá ele faz suas orações, como sempre.
Ao sair, suspira aliviado.
Agora vai fazer tudo o que a noite lhe permitir.
Alguém poderia interrogá-lo.
Como um homem que acredita em Deus, faz coisas contrarias a sua crença?
Então ele explica que desde criança seus pais fizeram rotina em sua vida ir à igreja e orar.
Hoje mesmo ateu, ele não consegui se livrar desta rotina.
Sem fé, pra que rezar?
Votar pra que?
O que foi bom ontem, não tem que ser hoje.
Ontem o “VOTO” era minha única arma pra conquistar direitos como os de falar o que penso.
De poder escolher o chefe maior, e outras utopias esquecidas.
Hoje ele é apenas uma “OBRIGAÇÂO”.
Sem hipocrisia, sem demagogia, por favor.
Mas quem sabe até pra rimar digo, “Azia”.
È assim que me sinto após cada eleição
Aquela queimação no estomago de quem engoliu algo muito ruim de digerir
Não acredito no sistema, e quem poderia mudá-lo pertence a ele.
Ou será escolhido através do voto pra dele fazer parte
Será que os bezerros famintos estão dispostos a deixar as tetas da vaca verde e amarela?
São 503 Deputados federais, 81 Senadores.
Se depois de muito analisar, estes tais Deputados não tiveram competência para
fazer direito o que pede sua função, quem garante que o senado tera competência
para faze-lo, uma vez que são escolhidos da mesma maneira “Voto”.
Sabendo que não são necessariamente melhor preparados que os deputados
O que ontem eu chamava de democracia, hoje chamo de ‘BUROCRACIA’.
E claro falo como leigo, Como zeroglota, se mi analfabeto.
Falo como a maioria que no dia da eleição vai lá, nas urnas dar seguencia
ao sistema atual, mas ultrapassado de política.
E no dia das eleições, quando a maioria se dirigirem para fazer o que nem sempre acreditam, eu vou...
Vou fazer o que acredito
Vou a igreja rezar.
Sidney Caetano Filho

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FRIO observar

A beleza e o cheiro das flores fúnebres não chegam para aquele que adornam
como chegam para aqueles que choram
E os que choram sequer percebem beleza ali
Eu choro
Sidney Caetano filho

sábado, 21 de agosto de 2010

Sem sentidos, nem palavras.

Tirei as algemas do silencio
Livre ele chega gritante aos ouvidos que gostam de me ouvir dizer, “te amo.”.
Quem consegue me ouvir, tem certeza que digo verdade.
Palavras presas em diário trancado, não ferem ouvidos de quem se ama.
Se não for digno das palavras que falo, que eu me cale.
E fiquei mudo

Tirei as algemas do silencio
Livre ele chega gritante em ouvidos que não me ouvem dizer te amo
Em vão busco ouvir as palavras que digo
Mas se eu não for digno de ouvir tais palavras, que eu não as ouça.
E fiquei surdo

Tirei as algemas do silêncio
Livre ele chega a quem amo a distancia e cujo toque não posso ter
E se dele não for digno, que eu não o tenha.
E perdi o tato

Tirei as algemas do silencio
Livre ele chega a quem não posso ver nem mesmo em fotografias.
E se minha imaginação não for capaz de me dar essas imagens
Se delas não for digno, que eu não as tenha.
E fiquei cego

Tirei as algemas do silêncio
Livre ele chega a todos os que quero conquistar
Mas se não for digno de companheiros em tal sentimento
Que eu não os tenha
E fiquei só

Livre o meu silencio chega a todos
Dentro de mim
O barulho infernal de palavras presas “eu te amo”
Solitário em silêncio, eu amo, eu amo.
Eu te amo

Sidney Caetano filho

domingo, 11 de julho de 2010

Absolutismo

Sangue de nobre
Seduzido por ser, esqueceu se o sou
Folhas de acabado outono, ainda no chão
Navalha cega não enxerga o corte
E os vermes purificadores da carne,esperam
Envaidecido, soberbas gravatas
Brisa invade janela e sopra inverno na sala solidão
Engodos em oratória, bravatas
Fio de língua calada não fere
Féretro vazio em caixa decorada
Agradecida terra cobre.
Sidney Caetano filho

sábado, 6 de março de 2010


.
Queria sair por ai, deixar a rotina do mim.
Esquecer a geografia que compõe o tão pouco da nação eu.
Queria outra vez ir para o exterior, deixar ainda que por pouco tempo,
o corpo que por tantos me fez acreditar ser.
Esquecer lágrimas, dores, prazeres e sorrisos, amores e ódios.
Livrar-me do claustro crânio, que me prende junto à massa que produz tudo nesse espaço físico
Abandonar por instante, o cérebro que faz pensamentos idiotas como este.
Viajar, fita virgem, folha em branco, água pura,
E se possível voltar pra dentro de mim, com lembranças do “SOU”.
Usar melhor o veículo que me conduz,
Ele tem que saber que sou mais.
Mais até que estes pensamentos, produtos deste corpo.
Sidney Caetano Filho

sábado, 27 de fevereiro de 2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

A cor do Céu

Não sei como ali chequei
Não tinha nenhum anjo me esperando
Alguém, não quis me deixar entrar.
Qual é seu céu?
Uma doze de água ardente, um porre de gente a te falar o que quer ouvir.
Uma xícara de café quente te acorda quando o dia raiar
Velas-me quando eu não mais precisar, sob luz de velas que não vejo
em velório que não quis ter
E gritas, choras, falas que me amas, mas não te ouço,
Achas que estas a me cuidar
Enquanto seus atos me são em absoluto desconhecidos
Ele me pergunta se quero mesmo entrar
Conheces bem o que tem do outro lado da porta?
Afinal, como é o seu céu?
Você sempre quis ali esta.
Fez tudo pra merecer.
O que?
Qual a cor do seu céu?
Azul turquesa é a cor mais imaginada.
Mas ele é total escuridão na imaginação de um cego
Qual o sabor do seu céu?
Pra alguns ele é farto em leite e mel
Pra outros, marrom glacê e chantilly;
Alguns o imaginam, paz e silêncio.
Pra outros, muito som e bebida quente.
Queres mesmo o céu?
Sabes bem o que queres?
Como é seu céu?
O seu céu é...
???
Sidney Caetano Filho

domingo, 17 de janeiro de 2010

Danço e danço


Aridez
E eu danço a dança da chuva
E danço a dança da chuva
E danço a dança da chuva
E ela vem.
E danço na chuva a dança da alegria
E ela vem.
E danço na chuva.
Que molha os pastos e faz brotar sementes
E danço na chuva, a dança da fartura
E ela vem
Enche os potes e açudes
E danço na chuva, a dança...,e danço!
Transbordam os rios, e danço molhado.
Em corredeiras descem moveis e utensílios,
inutilidades e corpos
E danço na chuva a dança do sol
E danço na chuva a dança do sol
E ele vem.
E danço no sol a dança da alegria
E ela vem
E danço, sempre danço.
Nem sempre em ritmo de Rock
Eu danço
Sidney Caetano filho

domingo, 3 de janeiro de 2010

EM ZEROGLOTA.


Amamos, e orgulhosos cantamos uma ou outra parte decorada.
Poucos o cantam inteiro, e entre os poucos, uma quantidade ainda menor, sabem o que significa a maioria de tantas palavras nele contido.
Então vou traduzir para “Zeroglota”, língua falada por mim,e por
uma enorme quantidade de pessoas, que assim são chamados “piões.”.
É pra nóis,que sobe pra cima,desce pra baixo,nóis gosta,a gente que podemos,
E pra nóis mano.
Mim que fáiz, mim come, mim vive, mim existe.
E mim, que entende tudo isso.
Mesmo semi-analfabetos, amamos esse nosso hino.
HINO NACIONAL
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da silva

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Em “Zeroglota” isso quer dizer,
Escutou vindo da beira de um rio chamado Ipiranga, um grito forte.
Pessoas corajosas, indignadas, gritaram que daquele momento em diante seriam
parte de um lugar independente.
E poético, em alegria, a liberdade veio após o tal grito,
que os mostrava dispostos a morrer pra conquistar tal liberdade.
É meu...
Esse hino é muito grande.
Ele é nosso, e o amamos.
Faça o seguinte;
Abra o dicionário, e aprenda o significado
das palavras que o compõe.
Então não será mais um papagaio verde e amarelo, cantando música decorada,
Será cidadão conhecedor do seu hino.
Esse nosso hino, que também é uma exaltação a nossa independência, e que por ironia, parece mais com a língua de nossos colonizadores.
É o nosso hino, e o amamos assim como é.
É mané, acorda!
Conheça o que ama.
Depois, suba pra cima, e de lá, com um “Brado retumbante”
Orgulhoso, diga!
Mim sabe!
Sidney Caetano filho