sábado, 30 de janeiro de 2010

A cor do Céu

Não sei como ali chequei
Não tinha nenhum anjo me esperando
Alguém, não quis me deixar entrar.
Qual é seu céu?
Uma doze de água ardente, um porre de gente a te falar o que quer ouvir.
Uma xícara de café quente te acorda quando o dia raiar
Velas-me quando eu não mais precisar, sob luz de velas que não vejo
em velório que não quis ter
E gritas, choras, falas que me amas, mas não te ouço,
Achas que estas a me cuidar
Enquanto seus atos me são em absoluto desconhecidos
Ele me pergunta se quero mesmo entrar
Conheces bem o que tem do outro lado da porta?
Afinal, como é o seu céu?
Você sempre quis ali esta.
Fez tudo pra merecer.
O que?
Qual a cor do seu céu?
Azul turquesa é a cor mais imaginada.
Mas ele é total escuridão na imaginação de um cego
Qual o sabor do seu céu?
Pra alguns ele é farto em leite e mel
Pra outros, marrom glacê e chantilly;
Alguns o imaginam, paz e silêncio.
Pra outros, muito som e bebida quente.
Queres mesmo o céu?
Sabes bem o que queres?
Como é seu céu?
O seu céu é...
???
Sidney Caetano Filho

domingo, 17 de janeiro de 2010

Danço e danço


Aridez
E eu danço a dança da chuva
E danço a dança da chuva
E danço a dança da chuva
E ela vem.
E danço na chuva a dança da alegria
E ela vem.
E danço na chuva.
Que molha os pastos e faz brotar sementes
E danço na chuva, a dança da fartura
E ela vem
Enche os potes e açudes
E danço na chuva, a dança...,e danço!
Transbordam os rios, e danço molhado.
Em corredeiras descem moveis e utensílios,
inutilidades e corpos
E danço na chuva a dança do sol
E danço na chuva a dança do sol
E ele vem.
E danço no sol a dança da alegria
E ela vem
E danço, sempre danço.
Nem sempre em ritmo de Rock
Eu danço
Sidney Caetano filho

domingo, 3 de janeiro de 2010

EM ZEROGLOTA.


Amamos, e orgulhosos cantamos uma ou outra parte decorada.
Poucos o cantam inteiro, e entre os poucos, uma quantidade ainda menor, sabem o que significa a maioria de tantas palavras nele contido.
Então vou traduzir para “Zeroglota”, língua falada por mim,e por
uma enorme quantidade de pessoas, que assim são chamados “piões.”.
É pra nóis,que sobe pra cima,desce pra baixo,nóis gosta,a gente que podemos,
E pra nóis mano.
Mim que fáiz, mim come, mim vive, mim existe.
E mim, que entende tudo isso.
Mesmo semi-analfabetos, amamos esse nosso hino.
HINO NACIONAL
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da silva

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Em “Zeroglota” isso quer dizer,
Escutou vindo da beira de um rio chamado Ipiranga, um grito forte.
Pessoas corajosas, indignadas, gritaram que daquele momento em diante seriam
parte de um lugar independente.
E poético, em alegria, a liberdade veio após o tal grito,
que os mostrava dispostos a morrer pra conquistar tal liberdade.
É meu...
Esse hino é muito grande.
Ele é nosso, e o amamos.
Faça o seguinte;
Abra o dicionário, e aprenda o significado
das palavras que o compõe.
Então não será mais um papagaio verde e amarelo, cantando música decorada,
Será cidadão conhecedor do seu hino.
Esse nosso hino, que também é uma exaltação a nossa independência, e que por ironia, parece mais com a língua de nossos colonizadores.
É o nosso hino, e o amamos assim como é.
É mané, acorda!
Conheça o que ama.
Depois, suba pra cima, e de lá, com um “Brado retumbante”
Orgulhoso, diga!
Mim sabe!
Sidney Caetano filho