sábado, 6 de março de 2010


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Queria sair por ai, deixar a rotina do mim.
Esquecer a geografia que compõe o tão pouco da nação eu.
Queria outra vez ir para o exterior, deixar ainda que por pouco tempo,
o corpo que por tantos me fez acreditar ser.
Esquecer lágrimas, dores, prazeres e sorrisos, amores e ódios.
Livrar-me do claustro crânio, que me prende junto à massa que produz tudo nesse espaço físico
Abandonar por instante, o cérebro que faz pensamentos idiotas como este.
Viajar, fita virgem, folha em branco, água pura,
E se possível voltar pra dentro de mim, com lembranças do “SOU”.
Usar melhor o veículo que me conduz,
Ele tem que saber que sou mais.
Mais até que estes pensamentos, produtos deste corpo.
Sidney Caetano Filho