quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FRIO observar

A beleza e o cheiro das flores fúnebres não chegam para aquele que adornam
como chegam para aqueles que choram
E os que choram sequer percebem beleza ali
Eu choro
Sidney Caetano filho

sábado, 21 de agosto de 2010

Sem sentidos, nem palavras.

Tirei as algemas do silencio
Livre ele chega gritante aos ouvidos que gostam de me ouvir dizer, “te amo.”.
Quem consegue me ouvir, tem certeza que digo verdade.
Palavras presas em diário trancado, não ferem ouvidos de quem se ama.
Se não for digno das palavras que falo, que eu me cale.
E fiquei mudo

Tirei as algemas do silencio
Livre ele chega gritante em ouvidos que não me ouvem dizer te amo
Em vão busco ouvir as palavras que digo
Mas se eu não for digno de ouvir tais palavras, que eu não as ouça.
E fiquei surdo

Tirei as algemas do silêncio
Livre ele chega a quem amo a distancia e cujo toque não posso ter
E se dele não for digno, que eu não o tenha.
E perdi o tato

Tirei as algemas do silencio
Livre ele chega a quem não posso ver nem mesmo em fotografias.
E se minha imaginação não for capaz de me dar essas imagens
Se delas não for digno, que eu não as tenha.
E fiquei cego

Tirei as algemas do silêncio
Livre ele chega a todos os que quero conquistar
Mas se não for digno de companheiros em tal sentimento
Que eu não os tenha
E fiquei só

Livre o meu silencio chega a todos
Dentro de mim
O barulho infernal de palavras presas “eu te amo”
Solitário em silêncio, eu amo, eu amo.
Eu te amo

Sidney Caetano filho