domingo, 31 de maio de 2009

"PEDRA FILOSOFAL"

Pedra filosofal, pó da estrada ,fumaça de viagens insólitas
que não se quer deixar evaporar.
Viagens pra nenhum lugar, fumaça a te levar
Pedra de filosofias fúteis,pedra moeda
pedra barata,pedra em fogo.
"Um Barato" muito caro
Filosofia gratuita,sem dono!
Moeda de esquinas!
Pedra preciosa!
Preço de jóias
de roubos
e meninas.
Sidney Caetano Filho

domingo, 24 de maio de 2009

PORÇÃO “X”

A maior dor da masculinidade é a dor de segurar as
lágrimas que sua debilidade não permite expor .
Como se fosse torna lo menos másculo.
E em tamanha fragilidade foge desta dor.
Clama por morfina que é pra não senti la,
é arrogante demais para deseja uma porção menina,
pra aprender com ela um pouco dessa essência .
Vitamina que as tornam mais forte, forte demais pra chorar sem medo
Não quero anestesia , me de um pouco desta porção ,
a porção que me faça menos lúcido pra querer a dor,
sem a qual, saberei só metade de uma verdade!
Quero sentir a dor, este sabor!
Quero uma porção menina!
Quero a doçura desta amarga porção,que por covardia
cuspi antes que todo seu sabor me tomasse.
Me de um pouco desta porção, uma dose homeopática,
minha fragilidade masculina não suportaria tamanha
força!
Força pra dizer, te amo do fundo de alguma coisa qualquer,
dentro desta massa cinza.
Que em cinzas não quero saber ser transformada,
sem antes sentir o total sabor desta dor.
Sidney Caetano Filho;

sexta-feira, 22 de maio de 2009

"Física???"

Qual a menor distância entre dos pontos?
Ponto “A” ética, ponto “B” ascensão.
Numa reta cuja fila indiana se atropela, se acotovela , usando outros como passarela para mais rápido chegar a seu objetivo, Pergunto!
Na retidão de um caráter , a menor distância entre estes dois pontos , não seria uma curva ?
Ou uma fuga, em sentido oposto a tudo, o que o envergonha?
Sidney Caetano filho!

sábado, 16 de maio de 2009

Passar borracha!

Caminhar sempre em frente .
Esquecer o abismo em que desavisado cai ,
e como o mundo é redondo, cair nele outra vez!
De olhos vendados, pra que me serviria retrovisores?
Se minha cegueira não é natural,é óbvio minha opção
por repetir velhos erros!
Sidney Caetano Filho.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

“Pura Loucura”

Me apaixonei por outra mais pura.
Vai embora, não te quero mais.
Acordar e senti la, e só me esquecer de você quando durmo
e ainda sim vens me visitar em pesadelos .
Agora chega, não te amo, vai embora, me deixe,
quero outra em seu lugar, você me enganou.
Tudo o que foi maravilhoso quando sonhava ter de você melhores dias,
não aconteceu!
O que aconteceu de melhor foi meus sonhos de um futuro
que hoje presente me decepciona com sua ética volúvel.
Você é cruel, trapaceira, injusta.
Vai embora e não volte mais,
quero outra em seu lugar.
Aparentemente mais feia, infinitamente mas pura,
me apaixonei por sua inocência eternamente virgem..
Não a tenho por completo,
mas sinto que esta cada a dia mais próxima.
Preciso te esquecer, ela não se casará comigo
se sentir você por perto.
Vai Senhora “Realidade”, não te quero mais.
Quero como companheira a mais bela e desejada inocência,
me casarei com a Senhorita “Loucura“.
Teremos como frutos, insanos devaneios.
Vai Realidade,não volte,não me lembrarei de você.
Em você sem saber, viverei com outra, a felicidade.
Sidney Caetano Filho.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ato incompleto!

Falta música no ar.
Tapetes trincados, roseiras ressequidas.
Emoções a procurar.
Cactos afogados ,deserto vivo, deserto triste.
Respostas sem perguntas em pensamentos alheios,
falta música no ar.
Dor sem hematomas, cicatrizes invisíveis.
Traumas de quem ficar.
Culpa para os que o ama,
desdém dos desconhecidos.
Falta música no ar!
Cadeira pra não sentar,
um trampolim, cadeira abandonada.
Arte pra poucos contemplar, e a estes
a impressão que falta música no ar.
Quantos centímetros tem a corda,
do tronco ao pescoço do pêndulo
que ainda balança?
E falta música no ar.
Sidney Caetano Filho.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

"Falta de imaginação"

Quero um “VAN GOGH”!
Quero sua arte maior,
sua maior expressão de amor.
Onde encontra esta obra?
Qual sera seu preço?
Quero pendurar em lugar
de destaque, majestosa
a orelha do mestre.
Linda orelha do amor!
Quero ler os poemas de “ANCHIETA”
os que as ondas levaram.
Em que mar,de qual oceano encontrarei
pedaços de letras,ou palavras inteiras
pra eu brincar de quebra cabeça?
Talvez no silêncio da noite
onde quebram as ondas nas pedras
consiga distingui neste maravilhoso barulho,
o som dos poemas que generosamente
o mar vem declamar e comigo dividir.
E as ondas quebrando nas pedras, que molhadas
refletem o brilho da lua que o sol usa como espelho
pra refletir toda sua vaidade.
Cenário perfeito pra toda
festa da arte possível
no imaginário.
Sidney Caetano Filho.