terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Aroma

Voltar.

Quero voltar ao aromas perdidos no tempo , será que sentirei novamente o cheiro de terra molhada de chuva , dos estrumes de gado,do melado de cana quente no tacho de cobre.Quero sentir o cheiro de cigarro enrolado em palha de milho,sentir o delicioso cheiro de chiqueiro,do fumo de corda,do leite fresco e do coalho de queijo.
Quero sentir novamente o cheiro do rio doce e córregos que do barranco tira com a terra capins,exalando assim um cheiro que se fosse perfume,chamaria saudades.
Quero voltar no tempo dos aromas perdidos , quero sentir o cheiro de torresmo ,de feijão a cozinhar horas em panela de ferro no fogão a lenha,sentir o cheiro de horta no quintal.Quero sentir o cheiro do caminho percorrido de charrete ate o sitio, das matas la existente,quero voltar aos aromas perdidos,no tempo em que não gostava de quase todos eles,quero sentir o cheiro do banho com sabão caseiro,quero sentir meu próprio cheiro depois das brincadeiras de pique ou tantas outras que que se perderam em minha memoria e que se misturava a todos os aromas que só ali encontrava.
Quero voltar ao tempo em que de tão comum, não percebia o maravilhoso aroma da infância.

Sidney Caetano Filho

sábado, 20 de dezembro de 2008

Lágrimas

Com enorme nó na garganta , uma dor sem motivos,me envergonha,mais não deixa de existir.
Não quero chorar, me seguro, mas a dor é latente parece me roer
por dentro é egotista talvez ,e insistente é tão grande que choro sem mérito.
Quando a dor do meu eu é maior, todos os motivos, que reconheço ser de alegria
parece pouco , quero continuar a ver de olhos fechados , quanto me é lindo o mundo.
O maravilhoso sol , a iluminada lua,e a mais linda música,mas só me mostram o quanto sou menor.
Lágrimas,que venham lavar minha cara de pau, sentir tamanha dor por tão pouco,lágrimas
que venham, lavar minha alma suja, indigna egocêntrica.
Lave-me água santa, que jorra abundante deste olhos que pouco vem,chore chore olhos infelizes, Alma limpa então , chore chore, jorre água e agora com razão,chore, jorre água santa,chore olhos fonte de água que agora enxagua uma alma feliz.
Sidney Caetano Filho

Água Santa

Ascendência.

Descobri,aprendi,fui longe,criei,fiz,falei,ouvi,somei,diminui,dividi,outras línguas ouvi,muitos livros eu li,com muitos falei e aprendi.
Acho que criei com pedaços de tudo um monumento invisível,sabedoria talvez.
Tirei as sandálias,o chapéu que me cobria do sol joguei fora,me despi por completo das vestes do corpo.Fui ao cume da minha sabedoria,ignorância talvez,me calei,parei de ouvir,de fazer e criar,não olhei para traz. Busquei surde e o esquecimento,dos livros que li nada poderei escrever,não saberei mais meu nome,onde moro,só estarei la,nu aos pés de uma velha árvore,quase tão vegetal quanto ela,mas sem sua dignidade. Diante de tudo “aprendido”,como um infinito filme sem pausa,fui absorvendo tudo,quase sempre sem querer,cultura fértil e inútil,se não fui capas de questionar toda cultura socada garganta abaixo,seria então um sábio ? talvez, mas não inteligente.“Não há cura”,morreremos todos,sem felicidade toda cultura é imbecil ,o inteligente busca verdades,e o sorriso puro dos ditos idiotas,que se alimentam de restos e sorriem,se vestem de trapos que lhes cobrem do frio,sem vaidade vagam descalços e sorriem,imune as bactérias do pré conceito sorriem,seriam sábios? Seriam idiotas? Inteligentes?,só são felizes e sorriem no conforto do lixo,fundindo á sua essência ,sorriem.

Sidney Caetano Filho

Surto

Surto
Me apaixonei,por seus olhares nunca me dirigidos,me apaixonei por sua voz que nunca ouvi,por seus risos visto a distância,pela macies de sua pele que não tateei por sua brilhante idéia,se teve alguma,me apaixonei. Por seus cabelos ,caras e bocas me apaixonei, por seu corpo escultural,como todos,também me apaixonei,por tudo que vi, e muito que imaginei, eu me apaixonei.
Paixão,desvirginou minha timidez.
Conhece la, 0bscessão, conquista la, meu sonho realizado então;
Seus olhares me seduziram,sua voz me enganou ,seu corpo me fartou.
Paixão se foi, amor não veio, vendas ao chão.
Sua voz profana o direito á palavra ,seus olhos só enxergam você,seu corpo esconde com
perfeição tal,você de si mesma , que só vê o que te mostra o espelho , não te conhece alem de sua vaidade . Conhece la decepção ,esquece la um sonho,que com tamanho trauma, não realizarei.

Sidney Caetano Filho

domingo, 14 de dezembro de 2008

Como você

Tal.
Como você,eu não sei,como você não saberei,mas todos os dias estarei buscando .
Enquanto busco e as vezes encontro respostas momentâneas,verdades anteriores
são revistas,outras simplesmente jogadas fora,verdades obsoletaras,tal como você
A dor é verdade hoje, amanha lembranças tristes ,tão tristes que poderão doer mais;
e o remédio é continuar a busca,e nos intervalos encontrar alegria que é a felicidade
máxima nos permitida.Com você,encontrando e perdendo,fazendo e refazendo,tal como você,juntos no mesmo ideal,tudo o que escrevemos hoje é tão somente um
rascunho,tal como você,eu!
Sidney Caetano Filho