sábado, 20 de dezembro de 2008

Ascendência.

Descobri,aprendi,fui longe,criei,fiz,falei,ouvi,somei,diminui,dividi,outras línguas ouvi,muitos livros eu li,com muitos falei e aprendi.
Acho que criei com pedaços de tudo um monumento invisível,sabedoria talvez.
Tirei as sandálias,o chapéu que me cobria do sol joguei fora,me despi por completo das vestes do corpo.Fui ao cume da minha sabedoria,ignorância talvez,me calei,parei de ouvir,de fazer e criar,não olhei para traz. Busquei surde e o esquecimento,dos livros que li nada poderei escrever,não saberei mais meu nome,onde moro,só estarei la,nu aos pés de uma velha árvore,quase tão vegetal quanto ela,mas sem sua dignidade. Diante de tudo “aprendido”,como um infinito filme sem pausa,fui absorvendo tudo,quase sempre sem querer,cultura fértil e inútil,se não fui capas de questionar toda cultura socada garganta abaixo,seria então um sábio ? talvez, mas não inteligente.“Não há cura”,morreremos todos,sem felicidade toda cultura é imbecil ,o inteligente busca verdades,e o sorriso puro dos ditos idiotas,que se alimentam de restos e sorriem,se vestem de trapos que lhes cobrem do frio,sem vaidade vagam descalços e sorriem,imune as bactérias do pré conceito sorriem,seriam sábios? Seriam idiotas? Inteligentes?,só são felizes e sorriem no conforto do lixo,fundindo á sua essência ,sorriem.

Sidney Caetano Filho

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